A Comunidade Betel, os soropositivos e a luta contra a AIDS


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HOJE, 1º de dezembro, o mundo todo é convidado a refletir sobre a luta contra a AIDS. Em nossa “Cidade Maravilhosa”, o Cristo Redentor, do alto do Corcovado, tinge-se de vermelho, a cor que simboliza nossa luta contra a pandemia que assola seres humanos nos quatro continentes da Terra. Em Ipanema, por iniciativa do estilista Carlos Tufvesson, as vitrines das lojas demonstram os famosos “laços vermelhos”, símbolos da luta. Da América do Norte à Argentina, da Inglaterra à Austrália, ações públicas lembram ao mundo que existe esta luta, existem pessoas doentes e que continuam sendo contaminadas.

Tomamos ciência pelos meios de comunicação brasileiros que entre nós, o índice de contaminação caiu 17%! Em outros países acima do Equador, os índices também caem. É o resultado do trabalho de muitos que se uniram em ONGs, igrejas e outras organizações para promoverem à educação, a informação, a visibilidade da pandemia. Contudo, na África e em lugares mais pobres da América Latina e Caribe, o índice de contaminação ainda é alarmante. É necessário mais esforços na luta. Entre os jovens brasileiros e os idosos, os índices ainda são altíssimos. A luta continua...

O que a Comunidade Betel pode fazer para unir esforços no combate contra a AIDS?

Primeiro, como Igreja de Jesus, devemos orar e cuidar dos nossos soropositivos de maneira efetiva, fazendo o que estiver ao nosso alcance por eles. Mas isso é pouco! Fora dos nossos muros, soropositivos sofrem. Por isso...

Segundo devemos nos unir aos que já militam nessa causa, unir nossas mãos aos que já trabalham com prevenção, acompanhamento e aconselhamento com soropositivos. O pastor da Igreja, p.ex. está comprometido com a ONG “Amai-vos” que trabalha com prostitutos e prostitutas, travestis e transexuais; outras ONGs fazem outros trabalhos e você deve buscar uma frente de trabalho nestas “casas de esperanças” e se envolver nisso. Somos chamados para sermos sal e luz nesta terra!

Terceiro, devemos trabalhar com prevenção dentro dos nossos muros também! Educação e informação nunca é demais! Não existe nada de “imoral” e ilícito numa comunidade de fé que abre suas portas ao trabalho de prevenção e na distribuição de preservativos. Precisamos cuidar dos nossos irmãos e irmãs e “tapar o sol com a peneira” nunca ajudou. Fazer-nos avestruzes, enterrando nossas cabeças no solo trará in(visibilidade) à causa e isso é omissão e omissão é pecado contra Deus.

Quarto, devemos proporcionar aos soropositivos de dentro e de fora, um ambiente seguro e saudável para que haja liberdade no tratamento do assunto, sem moralismos, sem falsidades, sem melindres, sem infantilidades, sem nada que não contribui para o desenvolvimento e edificação dos seres humanos. Quanto mais saudável for nossa comunidade, mais segurança as pessoas terão para tratarem de suas vidas entre nós. É cura para os excluídos quando eles encontram ambientes onde o preconceito não se faz presente.

São muitas as frentes e as alternativas! Jamais esgotaremos as possibilidades de envolvimento e trabalho quando o assunto é AIDS. Por isso, Comunidade Betel, envolva-se nisso!

Neste Advento, oremos pelos nossos soropositivos. Oremos pelos que se contaminam. Oremos pelos que estão em tratamento. Façamos mais! Trabalhemos eficazmente nisso, colocando nossas mãos à obra!

Rev. Márcio Retamero
Pastor da Igreja