ASSISTA AO VIVO! Transmissão dos cultos da Comunidade Betel. Todos os domingos, a partir das 19h.
O Pai Nosso - Parte 4
“E perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.” Mt 6.12
O quarto perdido da Oração que o Senhor Jesus nos ensinou, é sobre o perdão. Em seus ensinos aos discípulos, Jesus ensinou muito sobre o perdão, são abundantes as passagens sobre este assunto nos Evangelhos, os únicos escritos das Escrituras que nos informam sobre o que Jesus fez e falou.
Uma das passagens mais contundentes e claras sobre o perdão se encontra em Mateus 18.21-35. Pedro pergunta ao Senhor quantas vezes ele deve perdoar os outros. Jesus responde: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (vers. 22). E para ilustrar melhor seu ensino, Jesus conta o que nós chamamos de a “Parábola do Credor Incompassivo” (vers. 23-34).
Jesus inicia seu ensino, dizendo que o “Reino dos Céus” é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. Trouxeram perante ele, o maior devedor e o rei resolveu, porque ele não tinha como pagar a dívida, vendê-lo como escravo junto com sua esposa e filhos para que a dívida fosse paga. Ao ouvir isso, caiu em prantos o servo, prostrou-se aos pés do rei e implorou prazo para o pagamento da mesma. Contudo o rei se compadeceu daquele homem e lhe perdoou toda a dívida.
Ao sair dali, aquele que tinha sido perdoado da maior dívida do reino, encontrou um seu semelhante que lhe devia muito menos (cem denários). Agarrou-o, sufocava-o e pedia: “paga agora o que me deves”. O devedor fez como ele tinha acabado de fazer diante do rei: ajoelhou-se, implorou, mas de nada adiantou. Ele chamou os verdugos para lançar aquele homem na prisão, até que lhe pagasse toda a dívida.
Os companheiros viram o que estavam acontecendo ali e ficaram indignados com a atitude do maior devedor do reino, que não soube agir com misericórdia com um conservo, da mesma maneira que o rei tinha agido com ele. Foram e relataram todo o acontecido ao rei. Este o chamou novamente em sua presença e lhe disse: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?” (vers. 32-33). Ele foi preso, tal como ele fizera com o conservo. E Jesus termina seu ensino dizendo: “ASSIM (ou seja, da mesma forma, da mesma maneira) também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (vers. 35).
O ensino de Jesus é claro como água límpida: o perdão de Deus é condicional. Contudo, Ele mesmo deu o exemplo para que o seguíssemos: Ele primeiro nos perdoou os pecados, as faltas, a dívida, para que assim fizéssemos aos outros.
Deus não exige de nós algo que Ele mesmo não tenha feito por nós. O dom do perdão, Ele nos deu gratuitamente e pede que façamos o mesmo com os nossos semelhantes, caso contrário, nosso Deus agirá conforme o rei agiu com aquele credor incompassivo.
Perdoar ofensas não é algo natural, que “nasce” com a gente. Perdoar para nós - é preciso assumir isso, é algo muito difícil! Nosso “agir natural” é pela vingança da ofensa ou pelo rancor, pela mágoa, pela nutrição dentro do nosso coração do ressentimento pela ofensa recebida.
Todavia, o Evangelho nos chama à contra-mão, à rota de colisão com nossos impulsos mais “naturais”. O Evangelho nos convida a nos despirmos do homem “natural” e a nos revestirmos de uma nova humanidade, regenerada: “necessário vos é nascer novamente”, disse Jesus a Nicodemos e diz Jesus a todos nós, seus seguidores do século XXI!
Somente quem nasce de novo, não segundo a carne, pois a carne clama à mágoa, ao ressentimento, mas pelo Espírito de Deus, é capaz de agir com seu semelhante conforme Jesus nos ensinou.
O assunto do perdão não é algo fácil para nós! É muito duro, na verdade, pois vai de encontro – como todo o Evangelho – ao que somos segundo a carne. Eu e você recebemos ofensas que consideramos “imperdoáveis” nesta vida. Muitos nos magoaram, nos ofenderam, obraram contra nós, nos caluniaram, colocaram imensas barreiras ao nosso desenvolvimento pessoal, profissional, humano. Muitos fizeram coisas horríveis contra nós, até mesmo nossos mais chegados. Quem não sentiu o quão profunda é a dor da traição de um amigo, de um familiar, de alguém que de verdade amamos? Não é fácil!
A ciência já provou e vários programas de TV demonstraram, que o rancor, a mágoa, a falta de perdão pode nos adoecer, causando profundos transtornos de ordem emocional em nossas vidas, inclusive o câncer. Os remédios usados no tratamento psiquiátrico estão cada vez mais robustos e eficazes. Os consultórios dos psiquiatras, psicólogos, neurologistas; as casas de tratamento de doenças psíquicas; os gabinetes pastorais estão abarrotados de gente que sofre porque simplesmente não conseguem perdoar, não conseguem desamarrar, tirar da prisão, deixar livres as pessoas que nos ofenderam.
João, no seu Evangelho declara que Jesus não precisava que ninguém O ensinasse o que era a natureza humana, posto que a conhecia muito bem, em si mesmo, pois quis se revestir de carne. Por isso, por nos conhecer tão bem a ponto de ser um de nós – contudo, sem pecado – Ele nos ensinou o caminho da cura, da libertação, de uma vida saudável.
Se quisermos uma vida saudável, se quisermos uma vida liberta e verdadeiramente feliz, nós perdoaremos aos nossos devedores. Jesus não nos ensinaria algo para o nosso mau. Ele não nos ensinaria algo para nos humilhar e nos fazer sofrer. Ele não faria isso! Ele nos ensinou a perdoar porque sabe que somente no perdão há vida saudável.
Hoje – porque é sempre no hoje que Deus age – liberemos do nosso coração as pessoas que ali se encontram presas, reféns de nós pela falta de perdão. Hoje é o dia da nossa libertação! Perdoemos conforme fomos perdoados, para que tenhamos vida e vida em abundância em nós!
Seja assim, para a nossa alegria!
Nele, que nos perdoa todas as dívidas e que nos ensinou a perdoarmos uns aos outros,
Rev. Márcio Retamero
Teu Pastor.

Comentários recentes
1 semana 1 dia atrás
1 semana 2 dias atrás
1 semana 3 dias atrás
1 semana 1 dia atrás
1 semana 1 dia atrás
1 semana 1 dia atrás
1 semana 1 dia atrás
1 semana 1 dia atrás
1 semana 1 dia atrás
1 semana 1 dia atrás